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domingo, 5 de julho de 2020

O que fazer com excesso de roupas?

© Natalia Belotelova

Tire um dia do ano para experimentar todas as suas roupas, sapatos e acessórios. Os americanos fazem uma limpeza dessa no começo da primavera e chamam de spring cleaning, limpeza da primavera, eu gosto de fazer no final do ano, antes das férias de verão.

Separe tudo o que pode ser reaproveitado depois de algum conserto e leve para costureira ou faça você mesmo. Coloque numa sacola ou mala o que não fica bom, nem vai ficar bom tão cedo, algo que não serve ou não vai servir nem depois de uma reforma ou dieta e tudo o que não usa há mais de 2 anos ou duas estações.

Deixe de lado alguns sentimentalismos e seja sério com prioridades do tipo, isso é algo que vou usar logo? Consigo comprar outro melhor quando precisar? Se a pilha de apegos emocionais estiver ficando muito grande, volte a ela no final da limpeza quando já estiver mais cansado e veja como você se tornará bem mais prático.

Dependendo da quantidade de roupas que tiver na pilha de desinteresse, faça uma vendinha de garagem simbólica entre amigos, assim poderá ter certeza que estão em boas mãos. Ou vá para vender no grupo do Facebook ou no bazar da cidade, mas lembre-se que também poderá doar tudo para um asilo, orfanato ou mesmo na igreja ou nos pontos de doação da cidade.

Na minha família fazemos um bazar no começo do ano onde a entrada é "paga" com algumas peças de roupas. Pode ser feito de maneira mais formal, mas nós deixamos a quantidade mais à vontade. Você leva quantas roupas puder e poderá pegar quantas quiser (usando o bom senso) desde que sirvam ou tenham destino certo e conhecido, como por exemplo, "vou pegar essa para minha irmã que não está aqui na cidade e ama vermelho". Posso lhe garantir que será também um dia divertido, pois nós damos boas risadas com os modelos, cores e estampas exóticas fora de moda.

Tudo o que não encontra novo dono ao final da temporada vai para a vila dos idosos da cidade.

Outra ideia da minha cunhada é fazer um acordo com o marido que gosta de "colecionar" camisas. Quando entra uma camisa nova no armário, uma velha precisa sair. Funciona para ambos! As camisas usadas têm destino certo e o recebedor sempre agradece muito.


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sexta-feira, 22 de maio de 2020

Por que alguns países que dependem das vendas do setor rural se atritam com a China?


Essa é uma pergunta que implica uma ramificação muito grande de respostas, mas podemos começar com a afirmação de que o comércio é uma grande troca, uma via de mão dupla.

O Brasil vende para China, o que implica em depender da China, certo? Agora lembre-se que a China tem uma população enorme para alimentar o que também implica em depender de vários, muitos países produtores mundo afora, capiche?

A China PRECISA comprar muita, muita mesmo, soja do Estados Unidos e do Brasil para alimentar seu povo, ou melhor alimentar os animais que vão alimentar seu povo. A soja é só um exemplo, mas o mesmo raciocínio se aplica à carne brasileira, entre tantos outros produtos que ela não produz o suficiente para uma população tão grande.

Imagina se um país resolve ser bonzinho e submisso à eles? O seu povo morreria de fome para fazer a vontade dos chineses.


Pense nisso.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Portugal e o dinheiro das Colônias

Largo das duas Igrejas em Lisboa, Portugal.

Participo de um site onde pessoas postam suas perguntas para que outras pessoas possam responder. Quora é o nome do site e lembro de tê-lo encontrado depois de ter uma dúvida comum sobre como fazer alguma coisa corriqueira que eu não conseguia encontrar.

Recentemente me deparei com uma pergunta interessante para a qual havia uma resposta bem perspicaz. A história era mais ou menos assim: Por que Portugal não investiu o ouro e dinheiro que conseguiu com as Colônias em educação, preferindo gastá-lo com monumentos e Igrejas?

Todo brasileiro já ouviu a história de que Portugal usou o dinheiro que recebia do Brasil e das outras Colônias para pagamento da dívida que havia contraído com a Espanha. Ou ainda, que a realeza simplesmente gastou com superficialidades que satisfaziam as vontades da Corte de Portugal.

Pausa para lembrar que pessoas morreram em 1792 por protestar pelo quinto. Isso significava que  1/5 do ouro encontrado nas Minas Gerais deveria ser enviado para o Império. Hoje pagamos algo como 46%, ou mais... Algo equivalente a 1/2 (metade), ou quase do que ganhamos para sustentar os políticos da democracia brasileira.

Nota: se Tiradentes era ou não um revolucionário, não vem ao caso, pois estou falando aqui da vergonha que é pagar metade, ou quase, ou mais... nem sei quanto é o valor. 

Voltando à pergunta, alguém respondeu: Na época, o Rei de Portugal fez o que acreditava ser apropriado para a época. Construiu Igrejas e as ornamentou com ouro, por exemplo. Naquele tempo, naquele país isso era o certo a fazer e qualquer um teria feito o mesmo! Quer dizer, teria gastado ou investido o dinheiro na onda do momento.

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terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Basic Economics, mais um livro de Thomas Sowell.


Terminei de ler o terceiro livro do Thomas Sowell, Basic Economics, Fifth Edition: A Common Sense Guide to the Economy. O primeiro livro dele que li foi Wealth, Poverty, and Politics: An International Perspective e fiz umas anotações sobre o primeiro capítulo há um tempo atrás.

Thomas nasceu perto de onde moro hoje, na Gastonia, Carolina do Norte. Outra coisa bacana de se ver são as belíssimas fotografias de Sowell que retratam várias etapas da vida dele desde antes de servir na marinha americana.

Voltando ao Basic Economics, ele usa a mesma técnica de falar sobre economia sem um gráfico sequer. Isso quer dizer que qualquer pessoa entende o que ele quer explicar. Impressionante, não acha? Ele confronta dados de fatos reais e expõe análises próprias para ensinar que tudo depende de muitos, vários fatores que devem ser analisados com cuidado. 

Ele cita o Brasil algumas vezes neste livro, mas foi uma pena eu não ter anotado as passagens. Se um dia fizer sentido, eu volto para procurá-las.

Quando ele se aposentou em 2016, muitos perguntaram porque ele ia se aposentar. Thomas que na época tinha 86 anos, mais de 40 livros publicados e algumas centenas de artigos de jornal respondeu que "a pergunta não deveria ser por quê estou parando, mas o que me manteve trabalhando por tanto tempo".


Even the best things come to an end. After enjoying a quarter of a century of writing this column for Creators Syndicate, I have decided to stop. Age 86 is well past the usual retirement age, so the question is not why I am quitting, but why I kept at it so long.
Thomas Sowell


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